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Marketing 4.0: a era da oferta de experiências

By EVA MOTHCI | 27 julho 2018

Para ajudar a entender a evolução do marketing nos últimos tempos, fazemos uma analogia com o tamanho do motor de um carro. Sim, é exatamente isso que você leu: pensando no volume cúbico de um motor – que, dependendo do modelo pode variar de 1.0, 1.4, 1.6, 1.8 litro, entre outros -, sabemos que, quanto maior o seu número, maior também é a sua capacidade e potência. E, no marketing, é exatamente assim que tudo aconteceu. Ele, que nasceu 1.0, foi se desenvolvendo, aprimorando técnicas, abrangendo as novas tecnologias, até chegar ao seu estágio mais recente de evolução: o marketing 4.0.

Mas, agora, você deve estar se perguntando: “afinal, o que mudou durante este tempo?”. A verdade é que o marketing que conhecemos sempre foi o mesmo, o que mudou foi o universo em torno dessa prática. O avanço da tecnologia provocou uma série de transformações no modelo de consumo e na forma como as próprias empresas operam, atingindo os protagonistas desta peça: os consumidores.

Na era digital, seus hábitos de consumo estão diferentes, muito ligados à agilidade, à velocidade e ao poder que eles têm de compartilhar e disseminar informações. A partir disso, a maneira como se relacionam com as marcas e a forma como experienciam suas ofertas sofreram impactos, nascendo um grande desafio para as marcas, que devem sobreviver e envolver esse público muito mais conectado às novas tecnologias e canais digitais.

E, devido a todas essas transformações, hoje, chegamos na era do marketing 4.0. Você já deve ter visto muitos compartilharem esse termo, mas sabe a sua definição? E como ele impacta o dia a dia das organizações e das pessoas atualmente?

Confira, a seguir, tudo sobre o assunto:

 

A evolução do marketing

Em um primeiro momento, o foco das empresas estava no desenvolvimento de produtos e soluções funcionais e na sua promoção, independentemente de qualquer outro fator. A ideia era mostrar ao público que eles existiam e isso já bastava para que fossem adquiridos. Estamos falando do marketing 1.0, que funcionava em um universo onde a demanda era muito maior que a oferta, não existia muita competitividade e a qualidade do produto era o único fator decisório para uma compra.

Depois, passamos para um período em que as organizações se mostravam mais preocupadas em conhecer e satisfazer o consumidor. Era o começo da “era da informação”, com milhares de opções de produtos e soluções parecidas e outras tantas formas de encontrar o que se busca. Nesse período, os olhares das marcas se voltaram para o consumidor (mais do que nunca), e a competitividade, que já imperava, fez com que as marcas criassem campanhas e ações muito mais segmentadas.

Em seguida, evoluímos para outro patamar: passamos a entender, de fato, que o consumidor é muito mais do que um simples comprador – ele é quem dita as regras. A partir dos seus desejos, vontades, hábitos e características surgiram novas demandas para o marketing, que precisava estar muito mais próximo do consumidor para poder conquistá-lo.

E, rapidamente, pulamos para a fase que se vive atualmente. O período no qual não basta apenas agradar os clientes, pois é preciso, além de satisfazê-lo com um bom produto ou serviço, ajudá-lo em toda a sua jornada de compra (seja no momento pré-venda, durante ou após a compra). É a era do marketing 4.0, em que o cliente está realmente no centro de todas as decisões e, para acompanhar essa realidade, é necessário, cada vez mais, ter soluções rápidas para os seus problemas.

 

A era da oferta de experiências

Não há mais espaço para o tradicional ou para as práticas, ações, campanhas e estratégias de relacionamento muito comuns, ou até mesmo antiquadas, que levam à conexão com o consumidor na ponta da cadeia. Agora, vender um produto ou serviço significa gerar valor para o cliente, oferecendo boas experiências de consumo, e, nesse cenário, o papel do marketing é estar pronto para fazer tudo isso acontecer.

Ou seja: para observar e fazer análises muito precisas sobre o público-alvo, entender, de fato, quem são as pessoas interessadas na sua marca e, assim, oferecer exatamente aquilo que eles desejam; para personalizar qualquer tipo de ação, atender bem o público em todas as etapas do funil, criar empatia e desenvolver vínculos de confiança; bem como para saber que existem diferentes perfis de clientes, mas que todos esperam da sua marca apenas uma coisa: ter a melhor experiência possível.

Buscando alguns exemplos, podemos perceber como essa preparação acontece no mercado hoje. Empresas como a Netflix, do segmento de streaming, competem, atualmente, com gigantes da televisão como a HBO e, mesmo assim, conseguem manter a fidelidade dos seus usuários.

A Netflix que, hoje, tem mais de 110 milhões de assinantes em 190 países, conquistou todas essas pessoas porque se preparou para envolver os clientes certos. Além de usar muito bem as ferramentas que o digital oferece, ela prioriza um marketing de conteúdo estratégico, analisa bem seus dados e, assim, cria conteúdo de qualidade para engajar os clientes que, hoje, estão mais digitalizados, conscientes sobre as ofertas que o mercado apresenta, ativos e super-poderosos.

E qual é a lição que fica para nós? É que, a cada dia que passa, o desafio para o marketing e seus profissionais é maior. Porém, o que não se pode fazer é parar as máquinas. É preciso se reinventar e priorizar diferentes questões:

• A gestão de leads passa a ser uma prática essencial neste momento, pois é por meio de um trabalho minucioso que você entende os seus clientes e consegue mantê-los próximos à sua marca.

• A troca de informações precisa ser mais ágil e, principalmente, eficiente. Afinal, ninguém quer perder tempo buscando uma solução para o seu problema. É preciso estar pronto para atender o consumidor a todo o momento, 24 horas por dia, nos sete dias da semana, com a velocidade e a qualidade que o mercado impõe.

• E a comunicação deve acontecer de uma forma fácil, prática, simples e completa em todos os canais e meios de relacionamento, inclusive quando se está criando um conteúdo, ação ou campanha para divulgar a marca.

Sobre o autor

EVA MOTHCI

Jornalista formada na PUCRS, escreve sobre tecnologia e negócios há mais de 20 anos, e também sobre cultura, ciências, viagem e comportamento. Trabalhou na RBS, Gerdau e portal Terra, entre outros veículos.

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