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Marketing de conteúdo é desafio em um mundo tão disperso

By EVA MOTHCI | 8 junho 2018

Estamos todos imersos em um imenso oceano de conteúdo. Praticamente todo mundo tem um celular, computador, tablet, dispositivos que consultamos a todo momento. São apelos em grande quantidade vindos de todas as mídias. E o que se percebe com essa sobrecarga digital é um público cada vez mais cansado: milhões são gastos a cada mês em anúncios que as pessoas ignoram ou dos quais simplesmente fogem (estudo recente aponta que quase 70% dos norte-americanos tem um bloqueador de anúncios instalado).

A verdade é que nunca fomos tão dispersivos como hoje, cercados diariamente por várias telas e dispositivos sendo usados ​​o tempo todo, muitas vezes simultaneamente. Estímulos conflitantes – e por vezes complementares: quem nunca aproveitou para pesquisar alguma coisa no tablet ou no celular enquanto assistia TV?

Bom, acabamos de resumir o grande desafio – também podemos dizer o grande pesadelo – dos profissionais de marketing digital hoje: no meio de tanto barulho, como chamar a atenção do público para a sua mensagem?  Para se conectar aos consumidores, agora, os profissionais de marketing digital precisam repensar suas estratégias e se concentrar em criar experiências de marca de qualidade, mais do que na quantidade de anúncios publicados.

É hora de rever sua abordagem e colocar as pessoas em primeiro lugar, se ainda não faz isso. Sempre lembrando que o consumidor também é produtor de conteúdo: as mídias sociais tornaram muito fácil para qualquer um externar suas opiniões a respeito dos serviços e produtos que consome. E esse conteúdo criado pelo consumidor, por sua vez, soma-se ao oceano no qual imergimos todos. Assim, as novas condições do mercado pedem novas estratégias.

 

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Marketing 4.0: a era da oferta de experiências

 

Qualidade para contrabalançar excessos do mundo digital

Com os estímulos em excesso do mundo digital, nossa concentração diminuiu significativamente:  um estudo da Microsoft apontou que, entre os anos de 2000 e 2013, nosso tempo médio de atenção caiu de 12 segundos para 8 segundos. Uma pesquisa da Forrester indicou que 60% dos anúncios digitais nunca são vistos por pessoas de verdade e isso resultou em US$ 7,4 bilhões jogados fora em anúncios mal posicionados só em 2016. Some-se a isso as altas taxas de fraude por clique – quando o número de cliques recebidos em um anúncio são ‘inflados’ para gerar maior remuneração ao canal – , e veremos que foi-se o tempo em que mais anúncios significavam, automaticamente, mais consumidores.

A quantidade, definitivamente, não é mais um parâmetro para chamar a atenção. Qualidade parece ser a palavra para vencer a barreira cada vez mais poderosa dos ruídos e fazer a sua mensagem ser captada e entendida – e apreciada –  pelos seus consumidores. Porque eles querem uma experiência real e satisfatória, unificada e consistente, em qualquer canal em que estejam.

Hoje, os seus consumidores clicam, olham produtos, avaliam serviços e ofertas em várias telas, múltiplos dispositivos e diversos canais. E depois de tudo isso, podem perfeitamente resolver ir até a loja para ver o produto de perto – e ainda assim, acabar decidindo fazer a compra mais tarde, via internet. Portanto, uma abordagem omnichannel – isto é, aquela que entrega a mesma mensagem, com consistência, força e qualidade – é o caminho a ser seguido. Investir na produção de conteúdo inteligente, aquele que pode ser utilizado em diferentes plataformas e canais e que realmente aproxima marcas e consumidores –  como nós acreditamos aqui na Doxxa: conteúdo aliado à inteligência.

Estamos falando sobre atuar a partir de um planejamento bem feito, que contemple o uso de material rico, criado em plataformas múltiplas para torná-lo mais eficiente. Entregar o conteúdo certo, na hora certa, para o público certo nos canais que ele preferir. E mais: para fazer isso com assertividade, é fundamental acompanhar de perto seu público, em todos as plataformas e mídias em que sua marca está presente, interagir com ele e compreendê-lo cada vez melhor.

 

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Como o Marketing de Conteúdo constrói uma marca personalizada

 

Marketing de conteúdo inteligente: marca de qualidade

Felizmente, a tecnologia também é aliada nesta hora de conhecer bem o público. A todo momento estamos (todos) gerando dados. Enquanto navegamos na internet, zapeamos pelo Netflix em busca de alguma atração, quando escolhemos o que comentar ou não nas redes sociais, quando procuramos uma informação ou um produto, quando efetivamente realizamos alguma transação, escolhemos meios de pagamento digitais, e um sem fim de outra circunstâncias e atividades. Todo o seu público, agora mesmo, está produzindo uma quantidade enorme de dados.

Entram em cena as ferramentas e profissionais que fazem a coleta e a análise desses dados, segmentando e identificando o público que chega aos canais da marca, o motivo de ter chegado ali, o que procura. Captam também como o cliente se comporta ao longo da sua jornada e, ainda, o feedback desses consumidores. Assim, os dados corretos captados e bem analisados permitem que se enxergue quem nos procura, em busca do quê, o que essas pessoas esperam, como elas são atendidas e o que têm a dizer sobre a experiência. E aí temos outra palavra-chave neste contexto: experiência. Lembra? É o que os clientes mais buscam.

Com análise preditiva, Big Data e o aprendizado de máquinas, é possível identificar clientes com grande propensão à compra e fazer ofertas no momento certo.  Ferramentas de marketing baseadas em AI conseguem automatizar respostas com base na intenção prevista para aquele consumidor específico. A alguém que, aparentemente, vai abandonar o carrinho de compras, pode ser oferecida uma opção personalizada ou conteúdos extras para incentivá-lo a concluir a transação.

Portanto, é fundamental fornecer ao usuário a experiência que ele deseja. E, para isso, é necessário conhecer e entender não só este usuário, mas também saber como ele consome conteúdo em cada canal. O objetivo é entregar o que este cliente quer, da maneira que ele mais gosta e nos canais em que ele prefere encontrar.

E novamente aqui vamos falar sobre o conteúdo inteligente, de qualidade: ele é facilmente adaptável a diversas plataformas e linguagens, além de poder contar com elementos diversos – texto, som, imagem. E não esqueçamos o SEO: quanto mais o seu conteúdo for amigável aos mecanismos de busca da internet, com muito mais facilidade ele poderá ser encontrado pelas pessoas que estiverem procurando.

Para chamar a atenção em um mundo disperso e, como dissemos lá no princípio, tentar soar como música em uma profusão de ruídos, temos que abraçar novos significados e estratégias. Assim, muitos profissionais do marketing estão deixando um pouco para lá o conceito do funil de vendas e, em vez disso, investindo na jornada individual do consumidor, que pode ser mais complexa, mas também tem um alto grau de previsibilidade. Essa mudança pode permitir que se minimize o impacto da saturação do consumidor, além de ajudar na construção da confiança na marca.

Sobre o autor

EVA MOTHCI

Jornalista formada na PUCRS, escreve sobre tecnologia e negócios há mais de 20 anos, e também sobre cultura, ciências, viagem e comportamento. Trabalhou na RBS, Gerdau e portal Terra, entre outros veículos.

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