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Retrospectiva: o Marketing Digital em 2018

By CAMILA FREITAS | 19 dezembro 2018

O ano está chegando ao fim e como trabalhamos diariamente com análise de resultados, nada mais coerente do que fazermos um post com a retrospectiva do marketing digital em 2018. Depois de verificar algumas pesquisas e dados, reunimos aqui as respostas para as seguintes perguntas: quais novidades impactaram o universo do marketing de conteúdo neste ano? O que mudou de 2017 para cá? E para qual direção o seu radar deve apontar em 2019?


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Pode-se dizer que houve um salto no quesito mobilidade e, agora, as ofertas das empresas estão muito mais voltadas para o mobile. Segundo a pesquisa Digital In 2018, realizado pela Hootsuite e We Are Social, mais de 3 bilhões de pessoas em todo o mundo a cada mês usam as mídias sociais, com 9 em cada 10 desses usuários acessando suas plataformas escolhidas por meio de dispositivos móveis.

Nesse contexto, os vídeos, que em 2017 ganharam muita visibilidade, mostraram todo o seu potencial e devem continuar em alta no próximo ano, entre outros acontecimentos. Ficou curioso? Então, confira, a seguir, os cinco principais destaques do marketing digital em 2018.

 

 

1. Crescimento no uso de social vídeo marketing

Se 2017 foi o ano do vídeo, 2018 chegou para comprovar que nós não podemos deixar de investir em social vídeo marketing. Já parou para pensar que em qualquer uma das suas timelines, seja no Facebook, LinkedIn ou Instagram, a cada cinco posts, pelo menos dois são vídeo?

É que as marcas vem usando os vídeos sociais para promover as suas ofertas, seja para melhorar o engajamento, melhorar uma campanha e ação de marketing ou para chamar a atenção para um simples post. A ideia por trás do social vídeo marketing é simplificar o entendimento do conteúdo e aumentar o interesse do público.

Talvez a maior novidade seja que esses vídeos estão ficando cada vez mais longos, com o abandono daquela ideia de que era primordial que eles tivessem curta duração. E de acordo com uma análise do eMarketer, a receita de ads em vídeo, nos Estados Unidos, deve chegar a US$ 11,69 bilhões até 2020.

Além disso, segundo um levantamento realizado ainda pela Cisco Systems, a previsão é que, até 2019, o consumo de vídeos online será o responsável por 85% do uso de internet no mundo, e faz alguns anos que começamos a comprovar isso. A própria briga entre Youtube e Facebook pelo reinado dos vídeos é um exemplo.

Depois de investir em atualizações para aumentar o consumo de vídeos no feed de notícias em 2017, o Facebook lançou o Watch, uma plataforma dedicada ao audiovisual, liberada para os usuários brasileiros no segundo semestre do ano. Ao mesmo tempo em que o YouTube segue forte nesta disputa por usuários, investindo para atrair mais e mais marcas para a plataforma.

Recentemente, a plataforma anunciou uma atualização das métricas de engajamento no formato TrueView for Action. Os 30 segundos anteriormente necessários para contar a visualização passam a ser 10 segundos. Essa mudança vale apenas para ads no formato TrueView, não alterando as métricas gerais da plataforma para os relatórios. Segundo o YouTube, a mudança vai refletir melhor o impacto dos video ads.

Enquanto isso, o Facebook viu o consumo digital de conteúdo na plataforma diminuindo. O relatório do analista Brian Wieser, da Pivotal Research Group, divulgado na Fast Company, mostrou que o Facebook pode até ter gerado mais usuários, mas eles estão usando menos o site, levando ao que Wieser estima ser um declínio de 20% no consumo por pessoa.

 

 

2. Ascensão do conteúdo em áudio

Assim como o vídeo vem ganhando o coração dos usuários, o conteúdo em áudio marketing conquistou certo protagonismo esse ano. Estamos falando de uma prática totalmente relacionada aos hábitos de consumo de conteúdo digital das pessoas. Assim como o uso do mobile avançou, a velocidade das mudanças no mundo atual tem impactado nos valores e percepções dos consumidores e em suas maneiras de se relacionar com o mundo.

Segundo a pesquisa “Uma vida conectada”, realizada pela Officina Sophia Minds & Hearts, empresa da HSR Specialist Researcher, ao mesmo tempo em que as mudanças ocorrem, as pessoas exigem que as marcas estejam em sintonia com essa velocidade. Para 52% dos respondentes, os setores estão inovando mais lentamente do que o necessário, ainda que 89% dos entrevistados considerem que as empresas, de um modo geral, estão mais inovadoras do que há cinco anos.

E todos esses fatores têm contribuído para a ascensão da produção em áudio, afinal, existe maneira mais prática de consumir conteúdo do que nesse formato? Independente da forma em que ele é apresentado, seja um podcast, por meio da leitura de uma artigo ou um audiobook, é possível ouvir o material durante o deslocamento ou enquanto você realiza outra atividade. Praticidade é o sobrenome do conteúdo em áudio.

Não por coincidência, empresas como Twitter e LinkedIn começaram a adaptar as suas plataformas para essa realidade, promovendo algumas atualizações. Em setembro de 2018, o Twitter apresentou um novo recurso para transmitir apenas áudio em sua plataforma e no Periscope. Já o LinkedIn permitiu que os usuários enviem mensagens de voz de até um minuto pelo LinkedIn Messaging.

A expectativa, segundo o Gartner, é que, até 2021, as marcas que redesenharem seus sites e oferecem suporte de busca visual e por voz aumentarão as receitas de comércio digital em 30%. Além disso, os assistentes de voz estarão presentes em 50% das residências americanas em 2019. Por isso, a nossa dica é: preste atenção nesses números para não se perder em suas estratégias de marketing no próximo ano e produzir materiais totalmente alinhados com as tendências do mercado.

 

3. Inteligência Artificial ao seu alcance

O que antes parecia apenas uma tecnologia que surgiu para transformar o trabalho dos cientistas de dados, agora é uma realidade muito mais próxima dos profissionais de marketing. A Inteligência Artificial (IA), que está vinculada a algoritmos capazes de assimilar informações a partir de uma grande massa de dados, hoje também faz parte da rotina do marketing.

O crescimento da análise de dados por ferramentas com IA foi uma dos destaques no setor de comunicação. Plataformas de Big Data Analytics, que permitem a coleta e avaliação de informações e a geração de relatórios, não apenas automatizaram diversas operações, mas trouxeram muitos ganhos para as práticas de marketing digital. Agora, é possível entregar melhores experiências para os consumidores porque você conhece exatamente os seus gostos, desejos e anseios, consegue rastrear facilmente seus comportamentos e até mesmo otimizar as ações de SEO.

Não podemos esquecer que empresas presentes no nosso dia a dia exploram (e muito) essa ferramenta. A Netflix utiliza a tecnologia para recomendar filmes e séries aos assinantes, o Google para gerar resultados de pesquisa e o próprio Facebook para filtrar os feeds de notícias. E isso mostra que as marcas estão cada vez mais encontrando caminhos por meio de IA para engajar seus públicos com soluções mais personalizadas, assim como para aumentar a sua rede de leads qualificados.

 

 

4. Personalização

Um fator que marcou o ano de 2018 foi a relevância das entregas personalizadas. Muito mais do que pensar em User Experience (UX), a famosa experiência do usuário, é preciso oferecer verdadeiras experiências personalizadas.

O cliente, que acompanha a quantidade enorme de conteúdo sendo produzido dia após dia, não quer somente ser envolvido pela sua marca como todos os outros, ele quer ser surpreendido – de maneira sutil – com ofertas direcionadas, que estão totalmente adequadas aos seus desejos de consumo. Isso mostra que a marca conhece seus gostos, aproximando o consumidor da empresa.

A verdade é que a personalização nunca foi tão importante para as marcas. Existem inúmeras empresas competindo pelos mesmos espaços no mercado e a personalização é uma forma de diferenciação. Aquelas que conseguem resolver o problema do consumidor e ainda oferecer as melhores experiências possíveis estão na frente dos seus concorrentes.

É como o caso do Spotify oferecer uma lista de reprodução organizada por faixas direcionada a determinado usuário, feita com base no comportamento e nas listas de reprodução mais populares do mesmo. Só que essa mesma personalização e recomendação de um serviço no marketing digital é realizada no formato de anúncio, entregue de forma segmentada, para promover a oferta da empresa ou até mesmo como uma solução para o problema do cliente.


5. Em vez de investir em volume, se apegue na qualidade

Hoje, mais importante do que publicar diversos posts e encher a caixa de e-mails dos seus clientes, é oferecer conteúdos que priorizam a qualidade. E aqui não estamos falando que você deve parar de fazer materiais de topo de funil, mas sim saber exatamente qual é o melhor conteúdo para ganhar os leads certos para a sua marca.

Nesse sentido, um fator muito marcante – que reforça a ideia do conteúdo de qualidade – foram as mudanças promovidas pelos próprios buscadores. O Google, por exemplo, está cada vez mais preocupado com a experiência dos usuários nos sites que ele posiciona nas pesquisas e a tendência é que um conteúdo de qualidade esteja sempre a frente na posição das buscas.

Entre as atualizações da ferramenta de busca, notamos a ênfase crescente no contexto do conteúdo. O Google está melhorando a compreensão do que e do porquê das consultas e pesquisas, com o objetivo de entregar aos usuários resultados relevantes e o máximo de correspondências baseadas nas informações procuradas. E as marcas que quiserem ampliar seu potencial de encontrabilidade precisam fazer a mesma coisa, produzindo conteúdo relevante e de qualidade, além de estarem alinhadas às boas práticas de SEO.

Além disso, um estudo recente feito pelo próprio Google mostrou que as pessoas não esperam mais apenas receber informações de suas buscas no Google, elas esperam conselhos e desejam eliminar as suas necessidades. Para isso, os usuários da plataforma estão sendo muito mais específicos são em suas buscas, fazendo perguntas que parecem caber apenas a um amigo.

Por isso, gostamos de dizer que o grande motor por trás de uma boa estratégia de marketing é a produção de conteúdo inteligente. Não basta você realizar diversos materiais sem muito fundamento ou embasamento. Agora, é preciso entregar materiais bastante completos e detalhados, feitos por meio de muita pesquisa. O conteúdo deve ser útil, relevante e muito bem planejado, ou seja, muito inteligente.

Saiba mais sobre o dia a dia do marketing digital lendo o blog da Doxxa.

Sobre o autor

CAMILA FREITAS

Jornalista formada na PUCRS, tem experiência em assessoria de imprensa, Marketing de Conteúdo, cobertura de eventos, produção de vídeo e revistas. Escreve sobre tecnologia, negócios, logística e comportamento.

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